sexta-feira, 19 de junho de 2009

popa que se empinava, acenando e gritando, à medida que sentiam que o navio, em que estavam, começava a deslizar para a sepultura».
Mas nem todos os sobreviventes tinham tempo para embarcar nos botes salva-vidas, antes de o navio se afundar. Muitos deles saltavam do navio para um mar coberto por um lençol de petróleo a arder, onde acabavam por ser asfixiados ou morriam queimados. Muitos morriam devido à queda que davam quando se atiravam dos mastros ou da ponte; outros, ao serem sugados pelo torvelinho que o navio abria no mar, quando se afundava.
Um navio em águas pouco profundas não desaparecia enquanto não pousasse no fundo; o naufrago seria mais tarde indicado por pequenos pontos pretos, nos mapas náuticos. Em águas mais profundas, um navio passava a ser um escolho artificial, que cresceria com moluscos e coral. Um navio que se afundava longe da plataforma continental podia levar 20 ou 30 minutos a chegar ao fundo do Oceano; os homens que tinham ficado dentro dele eram esmagados, ou talvez sufocados e, naturalmente, os seus ossos desapareciam.
Os que não morriam imediatamente ou que não tinham a sorte de ser imediatamente salvos eram deixados sozinhos na água. Talvez a costa estivesse perto ou o destino os tivesse transportado para uma rota bastante frequentada. Caso contrário, a morte podia ser lenta. Os homens que morriam no mar enchiam-se de água e afundavam-se, para só voltar à superfície

Nenhum comentário:

Postar um comentário