quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Surgimento de Respostas

Numa dessas expedições, os especialistas na matéria, chegaram a várias conclusões. Em primeiro lugar, o Titanic poderia ter permanecido mais tempo à superfície, se as suas chapas laterais não tivessem sido fabricadas com aço de péssima qualidade. Chegaram também à conclusão, que teria sido menos funesto se o Titanic embate-se de frente com o icebergue e não de lado. As vítimas seriam muitas na verdade (especialmente entre os tripulantes que dormiam nos compartimentos situados na proa do navio), mas o transatlântico não teria afundado. O embate ocorreu precisamente no ângulo que o icebergue causa máxima destruição.
Testes realizados por um laboratório do Ministério da Defesa do Canadá situado em Halifax, comprovam que o aço usado na construção do navio tinha um teor muito alto de enxofre, mesmo para os padrões da época. O enxofre tende a formar sulfetos ao reagir com os outros elementos do aço, tornando-o quebradiço como uma bolacha “ esse navio, hoje, jamais sairia do estaleiro”, disse o engenheiro Ducam Ferguson, que desceu ao local dos destroços. O engenheiro metalúrgico responsável pelos testes, Ken Karis Allen (um especialista em corrosão, do governo canadense), explicou que o aço usado na moderna construção naval tende a ceder e a se dobrar se sofrer um impacto, por isso, absorve boa parte do choque e dificilmente quebra. Os testes feitos com pequenas amostras do casco do Titanic recolhidas no fundo do mar, mostram várias fendas formadas pelos sulfetos.
O Titanic ficou tão inclinado que as três gigantes hélices se ergueram acima do nível do mar, a inclinação ultrapassou os 45 graus, a pressão sobre a estrutura do navio chegou a seis toneladas por centímetro quadrado e as vigas de aço começaram a ceder. Os especialistas calcularam que nessa altura, houve um colapso da estrutura do navio.
Com base em cálculos hidrodinâmicos e no exame dos sedimentos levantados do fundo do mar, os especialistas calcularam que a proa desceu a uma velocidade de cerca de 20km/h., bateu no fundo às 02h29m e deslizou alguns metros sobre a lama, a popa mergulhou bem mais devagar, à volta de 6km/h e só bateu no fundo, a 600 metros 15
da dianteira do navio, às 02h56m. A cerca de 300metros de profundidade, as bolsas de ar ainda existentes no interior das caldeiras explodiram em consequência da pressão. Os destroços espalharam-se pela água, alguns deles levaram horas a chegar ao fundo.
A tragédia do Titanic, levou a que fossem introduzidas várias modificações no transporte marítimo. Construtores e empresas de navegação usaram a trágica experiência para melhorar os seus sistemas de salvamento, comunicações e projectos de navios.

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