
O Chatelain e o Jenks não tinham esperado para começar o salvamento dos marinheiros alemães. Por entre as vagas, com cavas de 3 metros, viam-se uma cabeça e uns braços, que a seguir desapareciam durante uns instantes. Dos conveses dos contratorpedeiros americanos lançavam-se redes e bóias de salvação, pois a maioria dos sobreviventes do submarino não tinham colete de salvação. Um por um, após intermináveis minutos de esforços, de tentativas, de riscos, içavam-se esses infelizes para bordo. Alguns deles tinham permanecido mais de 2:00h dentro de água antes de serem salvos.
A vedeta que perseguia o U-505, * conseguiu finalmente através de um gajeiro, engatar um croque num dos balaústres do submarino, e o tenente David saltara logo para o convés e subira até à torre. Só lá viu o cadáver de um homem, morto por uma bala de metralhadora. A seus pés, a escotilha escancarada; inclinando-se, o tenente pôde ver o interior da torre, com os respectivos aparelhos de controlo. A cobertura da escotilha que separava a torre do posto central estava aberta. Pela escada de aço, a prumo, David foi descendo, seguido pela sua pequena equipa.
Para eles, os riscos eram grandes. Se tivesse sido preparado para se afundar, o submarino podia ir subitamente ao fundo, levando-os a todos. Um explosivo qualquer podia rebentar, destruindo o U-Boot matando os marinheiros americanos.
Entretanto, no posto central, o nível da água ia subindo de maneira alarmante e o tenente David procurava por toda a parte, tentando ver de onde ela vinha, quando o mecânico Z.B. Likosius teve a sorte de encontrar uma fresta de 20 cm por onde o submarino metia água; conseguiu até encontrar o tampão, que pôde colocar sobre a abertura e apertá-lo rapidamente. Com a pressa que tinham, os marinheiros alemães até se tinham esquecido de o fazer desaparecer. Também è verdade que não previam o apresamento por abordagem. Naquele momento, o tenente David ainda não sabia se poderia salvar o U-Boot.
Antes de mais nada, apoderou-se do código; os seus homens deitavam mão de todos os documentos que encontravam e atiravam-nos para a vedeta.
O Pillsbury encostado ao lado do submarino, já se encontrava a preparar a operação de reboque. O contratorpedeiro estava tão perto que embateu contra o submarino e abriu uma brecha no seu próprio casco; em consequência disso, o Pillsbury afastou-se, para que o rombo fosse reparado, já dois dos seus compartimentos da proa estavam a ser invadidos pala água. O porta-aviões Guadalcanal aproximou-se e envia uma companhia de marines para dar uma ajuda; a vedeta deles abordara o U-Boot pala proa, dois homens tinham conseguido agarrar-se a ela e subir para o estreito e comprido convés. Um dos marinheiros mergulhou, para ajudar a passar uma liga por debaixo da proa do U-505. O Guadalcanal amarrou um cabo de reboque à ré e começou a puxar, lentamente. A manobra fora delicada, mas tudo se passou rapidamente, sem o mínimo incidente. Dir-se-ia não apenas que eles estavam habituados a efectuar aquelas operações, mas que a sorte de mar lhes estava a ser favorável.
O tenente David tomara o comando do U-505. Mandou parar os motores eléctricos. No momento em que o Guadalcanal, acelerando a sua velocidade, levantou a proa do U-506, todos os marinheiros a bordo dos navios americanos soltaram gritos de alegria e de triunfo.
O código secreto e os documentos de bordo foram examinados cuidadosamente. De facto, o código iria permitir às marinhas inglesa e americana decifrar as mensagens entre o B.d.U. (NT) e os submarinos em operação. Mas já era tarde de mais para que pudesse servir-se disso durante muito tempo.
O U-505 tinha de ser rebocado até à Royal Bay, nas Bermudas, onde chegou no dia 19 de Junho. O pavilhão com as estrelas flutuava por cima do emblema com a cruz gamada. Desde 1812, era a primeira presa que os americanos faziam no mar.

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