quarta-feira, 3 de junho de 2009

A Faina

Portugal sempre foi um país com fortes tradições marítimas e as actividades piscatórias remontam aos primórdios da existência desta terra à beira mar plantado. Uma dessas actividades foi iniciada pelos portugueses na Terra Nova em finais do século XV, “a pesca do bacalhau”.
As nossas frotas constituídas por navios de linha, exploraram as águas da Gronelândia à Nova Escócia, passando pelo Labrador e a Terra Nova.
Até meados do século XX, esta faina era baseada fundamentalmente, no trabalho solitário de cada pescador que, na sua pequena embarcação (denominada dóri), usava a pesca à linha para obter este peixe que abunda nas águas profundas e geladas dos mares do Norte. Trabalho árduo e arriscado que fazia destes homens autênticos “heróis do mar”.
Mais tarde, surgiria outro tipo de embarcação que praticava um tipo de pesca mais segura, “o arrastão”.
Os arrastões agora não têm época. Desde que haja bacalhau…Agora, com essa nova lei das quotas, só podem apanhar uns tantos quintais. Mas o que hoje trazem para terra era o que antigamente se deitava às toneladas fora, porque só vinha bacalhau limpo e graúdo. Agora trazem palmeta, alabote, comunista (redfish) … trazem tudo o que vem à rede. Agora há esses navios fábricas, anda tudo agasalhado, ninguém apanha frio, e não fazem viagens grandes, como se fazia. É preciso ver que noutros

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