
pescadores. Nessa escola aprendia-se tudo: redes, nós, a qualidade dos peixes, a remar, a andar à vela, a navegar, tudo ali no rio Tejo. Quando saíam da escola já levavam algumas luzes sobre o que era a vida no mar, uma teoria ligeira, mas que ajudava a começar.
Uns degraus abaixo, numa zona que se estende do convés aos porões, estavam os pescadores, o braço de trabalho por excelência, cuja subsistência dependia apenas da percentagem nos ganhos daquilo que pescavam, e era essa, a necessidade de capturar o mais possível (para aumentar o pecúlio das famílias), que levava muitos pescadores a uma ganância com repercussões por vezes fatais. Muita gente morreu com a febre de encher o barco.
Homens cujas vidas estavam hipotecadas ao bacalhau mas que no fim de contas ganhavam muito pouco. Quando chegavam às suas terras, estavam sempre endividados, porque quando recebiam era para pagar dívidas que já tinham contraído.
Portugal chegou a ter uma frota de 70 navios nas águas geladas do Atlântico Norte. Durante a 2ª Guerra Mundial, essa mesma frota foi toda pintada de branco (símbolo de neutralidade), sendo conhecida como a «White Fleat». Dessa frota, Portugal apenas guarda o Creoula (unidade da Marinha Portuguesa), como símbolo vivo desses tempos.
Dez anos mais tarde, os pescadores portugueses serão acompanhados de perto pelo navio Gil Eanes, que entre 1955 e 1971, cumpriu com as mais diversas missões, (navio hospital, capitania, correio, quebra gelos e navio de salvamento).

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