sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Batalha



A guerra è a morte brutal, impessoal, indiscriminada. Na realidade, pode terminar com vantagens para uma das partes, e muitas vezes revela o que de melhor há na natureza humana. Bravura, heroísmo, honra e altruísmo. Mesmo assim, a guerra è morte e, para vencer, è preciso matar.
Consideremos o que acontecia durante a 2ª Guerra Mundial, quando um navio mercante era atingido por um torpedo. Dava-se a explosão inicial a que se seguia uma confusão total; depois, vinha a incredulidade e, a seguir, a preocupação. Quantos estragos? O navio conseguiria salvar-se? Se sim, começavam a actuar as equipas para a verificação dos estragos e para apagar o fogo. Caso contrário, era a corrida para arriar os botes salva-vidas.
Os homens que estivessem no ponto de impacto do torpedo teriam sido literalmente pulverizados, queimados, ou desfeitos por excesso de pressão. Mas sempre havia os que ficavam feridos, por vezes gravemente feridos, e que precisavam de tratamento médico. Quando o golpe era mortal, o navio tinha de ser abandonado: em boa ordem, se estava a afundar-se lentamente e na ausência de fogo; tão depressa quanto possível, cada homem por si, quando se tratava de um navio-tanque a arder ou de um transporte de munições. O espectáculo devia ser pavoroso e não foi facilmente esquecido pelos que alguma vez a ele assistiram. «Estava a afundar-se depressa», escreveu Monsarrat, no The Cruel Sea, «e já as hélices estavam fora da água e o navio na posição para dar o profundo mergulho. Chegavam-nos, de lá, os gritos dos homens aterrados, e um forte cheiro a petróleo; num dado momento, quando o navio se destacou no céu iluminado pelo luar, pôde ver-se um grupo de homens apinhados no alto da

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