quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Navio Mistério


Então existe um mistério do Titanic? Não concretamente, mas um enigma que não foi resolvido senão, exactamente, meio século depois do naufrágio, pois por vezes o destino gosta das contas redondas.
Na noite de 14 para 15 de Abril de 1912, 300 milhas a sudeste da Terra Nova. Uma noite fria, apenas 0º. O mar está calmo, como que congelado e sem limites. Sem nevoeiro ou então, se o há, è muito ligeiro, como que fundido na noite.
E de repente nessa escuridão e nesse silêncio, uma auréola luminosa, muito depressa, tornou-se fogo, fileiras de luzes que desenham uma silhueta, a de um paquete, quatro chaminés cuspindo vapor, fumo, feixes de faíscas, casco alto empurrado a 22 nós por três hélices e 50.000cv, separando em duas vagas de espuma a água negra e a sua solidão milenar. Solidão? Não completamente. Aqui e acolá flutuam colunas brancas recortadas, as dessa esquadra branca que vemos a sul do Cabo Horn encerrando, afundando ou capturando veleiros, a esquadra dos icebergues. Um Inverno anormalmente doce, e eles separam-se do banco de gelo árctico, descendo até ao paralelo 42, a latitude de Nápoles e de Vigo, e ei-los agora vagueando na rota do paquete…Um paquete chamado Titanic!

Um naufrágio louco, como será louco a ilusão desses passageiros, como que atraídos pelo calor, pela luz, pelas músicas do navio, que são a morte, e recusando a aventura na água fria e negra que representa a vida. Eles esperam um milagre, e esse milagre parece razoável. Dentro de três quartos de hora estará um navio no

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