
Com o abanão provocado pela colisão, muitos dos passageiros foram acordados, não foram poucos, os passageiros da primeira classe que acharam graça ao facto de terem caído no convés alguns bocados de gelo, animados pelo álcool, apanharam esse gelo para o colocarem nos seus copos de uísque, mal podiam adivinhar a tragédia que estaria para acontecer. Menos de três horas depois o enorme navio estaria no fundo gélido do Atlântico Norte. O comandante Smith dirigiu-se imediatamente para a ponte de comando e foi informado do ocorrido, ordenou imediatamente a paragem total das máquinas.
O comandante Smith chamou o engenheiro-chefe, Thomas Andrews, e solicitou um exame das avarias. Após alguns minutos, Andrews selou o destino do Titanic dizendo: “O navio vai afundar, temos menos de duas horas para evacuá-lo”. Bruce Ismay e o comandante Smith mostraram-se incrédulos com o relato. “O Titanic não pode afundar”, mencionou Ismay, “È impossível ele afundar”.
Por volta das 00h00m do dia 15 de Abril, è emitido um primeiro pedido de ajuda, “S.O.S. abalroámos um icebergue. Afundamento rápido. Venham ajudar-nos”. Foi a primeira vez que o sinal internacional de S.O.S. por rádio, foi utilizado num acidente, pois o primeiro navio a enviar um S.O.S., foi o Arfaphoe em 1909 quando se encontrava perdido (1). O navio de passageiros Carpathia, da Cunard Line, estava a quatro horas de distância do Titanic, foi o primeiro a acorrer ao local. O rádio operador do Carpathia antes de ir dormir efectuou uma última verificação às comunicações e captou a mensagem do Titanic.
Próximo ao Titanic, havia um navio que era visível, possivelmente o Californian, o seu telegrafista não recebeu os pedidos de ajuda, pois acredita-se que estava a dormir, (não era comum naquela altura, manter o telegrafista a trabalhar durante a noite). Após o desastre do Titanic isso tornou-se obrigatório.
(1) Depois de alguma pesquisa, fiquei convicto que esta afirmação não está correcta, já que o primeiro sinal S.O.S. enviado em caso de acidente, foi o do RMS Slavonia em 1909, quando naufragou junto à costa da ilha das Lajes, Açores.

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