
Os empregados começaram a passar de cabine em cabine na 1ª e 2ª classes, acordando os passageiros, solicitando para que colocassem os coletes salva-vidas e para que se dirigissem para o convés dos botes imediatamente.
Enquanto isso, os passageiros da terceira classe permaneciam reunidos e trancados no grande salão da terceira classe junto à popa. Muitos deles revoltaram-se, e alguns aventuraram-se pelos labirintos de corredores no interior do navio para tentar encontrar saída, alguns conseguiram escapar com vida, mas muitos deles acabaram sepultados dentro do navio. A evacuação foi feita de acordo com as classes sociais a que os passageiros pertenciam, valor até então aceitável.
Às 00h31m, os botes começaram a ser preenchidos com «mulheres e crianças, primeiro». Os primeiros botes foram lançados sem ter a lotação máxima permitida, como o navio que estava próximo não respondia, nem aos sinais do telégrafo, nem aos sinais da lanterna, às 00h45m, o capitão Smith manda que fossem disparados os foguetes de sinalização. È arriado o primeiro bote salva-vidas nº7, a fim de evitar o pânico, o capitão solicitou que a orquestra de bordo viesse tocar junto ao convés dos botes para acalmar os passageiros. Há relatos de que a banda foi para o fundo a tocar “Neaver My Gold to Thee”, mas segundo o testemunho do segundo operador de rádio, esta estava a tocar “Autumm”, um hino episcopal.
Enquanto, nos primeiros botes tinha que se implorar para que as pessoas entrassem fazendo muitos deles descer praticamente vazios, nos últimos, o tumulto era bem visível. Houve relatos de tiros para o alto para conter os mais afoitos. Quando faltavam pouco mais de dois botes, os passageiros de 3ªclasse, foram libertados. Às 02h05m, è arriado o último bote salva-vidas, às 02h10m, è enviado o último sinal pelos telegrafistas e o Capitão Smith ordena “cada um por si”, nunca mais foi visto.

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