
No dia 4 de Junho, o Task group encontrava-se a 150 milhas das costas do Rio do Ouro, quando, às 11:09h, o Chatelain (CC D.S.Knox) captou um impulso sonar de um objecto que se encontrava a uns 700 metros da armura de estibordo. A bordo do Guadalcanal recebera-se, por radiofonia,o aviso desse primeiro contacto e, sem mais delongas, dois caças Wildcat tinham deslocado. Ao verem a manobra do Chatelain, passaram por cima dele. A pouca distância, os pilotos viram nitidamente a sombra alongada do submarino deslizando sob a água. Metralharam a superfície do mar, não porque esperassem, de algum modo, atingir o U-Boot, mas unicamente para indicarem ao Chatelain a posição do inimigo.
O Chatelain ainda teve de efectuar mais uma manobra para passar por cima do alvo assinalado; lançou três ashcans para 20 metros de profundidade. Três explosões; três repuxos de água que se elevaram do mar.
O próprio navio foi sacudido, e pode-se imaginar o destino trágico de tudo quanto se encontrava debaixo da água nas proximidades da zona das explosões.
Todos ficaram à espreita, ansiosamente, olhando para o mar, quando a água tingiu com uma cor azul-amarelada, era o petróleo do submarino. Este fora atingido e um dos pilotos do Wildcat que avistara a grande mancha exclamou, satisfeitíssimo: «gasóleo! O submarino vai emergir!» Todos aqueles que, nos navios americanos, estavam ligados à fonia ouviram esse grito de triunfo.
Ferido, o grande cetáceo voltava à superfície para travar o seu último combate. Na torre estava um emblema pintado: uma granada encimada por chamas, era o U-505, PT Lange.
A emersão do submarino provocara um fogo nutrido de metralhadoras.
Coberto de sangue, Lange estava caído na plataforma da torre, enquanto os seus homens saltavam para a água. Um deles ajudou-o a levantar-se e, amparando-o fê-lo deslizar ao longo do casco, até ao mar.
Leme bloqueado, o submersível, de que apenas emergiam a proa e a torre, virava à direita, sem parar. Com os motores eléctricos a funcionar, o U-505 deslocava-se a cerca de sete nós.
Entretanto, o Pillsbury arriara ao mar uma vedeta comandada pelo tenente Albert L. David, nela estavam oito homens, bem decididos a apoderarem-se do submarino.

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