
Foi durante o dia 14 de Abril, que a temperatura baixou muito e o Titanic recebeu sete avisos de icebergues na sua rota, sendo o primeiro do navio francês La Touraine, que seguia de Nova Iorque para Le Havre. Os avisos foram transmitidos
ao comandante Smith, que alterou o rumo do navio para 15Km ao Sul, mas continuou à velocidade máxima de 22 nós (cerca de 41 km/hora).
O comandante Smith era uma referência entre os capitães da época, o seu curriculum era invejado por muitos, só aceitou comandar o Titanic nessa viagem pois iria aposentar-se e queria encerrar a sua carreira com chave de ouro. Anteriormente tinha comandado o Olympic e muitos dos oficiais deste navio, foram deslocados para a primeira viagem do Titanic. Juntos nessa primeira viagem, seguiram o presidente da White Star Line, Bruce Ismay e o engenheiro-chefe da construção do navio, Thomas Andrews.
Ao anoitecer de 14 de Abril, o comandante Edward John Smith mandou reforçar a vigia no mastro de proa e fornecer binóculos, de realçar que esse equipamento não foi entregue por não o terem encontrado e os vigias tiveram que fazer o seu trabalho sem eles. O comandante retirou-se para os seus aposentos e deixou no comando na ponte, o seu imediato, William Murdoch. A noite estava fria e calma, sem ondulação e sem vento, somente a luz das estrelas e do Titanic iluminavam a escuridão. Às 22h30m, a temperatura da água era gélida, cerca de 0,5º abaixo de
zero, o suficiente para matar por hipotermia uma pessoa em apenas vinte minutos. Às 23h40m, um dos vigias dos mastro, Frederick Fleet, avistou uma sombra mais escura que o mar à sua frente. A imensa sombra cresceu rapidamente e revelou ser um imenso icebergue colocado na rota do Titanic. Imediatamente o pânico deu lugar aos reflexos e o vigia tocou o sino de alerta do mastro três vezes e ergueu o comunicador para falar com a ponte de comando. Preciosos segundos se perderam até que o comunicador foi atendido e o vigia gritou “iceberg logo à frente”. O primeiro-oficial que ouvira e vira a imensa massa de gelo na direcção do navio, entrou na ponte de comando. Gritou, ordenando ao timoneiro “tudo a estibordo”, e à casa das máquinas, “ maquinas à ré, a toda a força”. Na ponte de comando e no mastro de proa, os tripulantes observam inertes, o imenso iceberg vindo em rota de colisão. Na casa das máquinas, a correria foi grande e tudo foi feito para que as hélices girassem no sentido inverso. A proa do navio começa a afastar-se do icebergue, mas quarenta e sete segundos após ter sido avistado, não se consegue evitar a colisão, esta ocorre às 23h40m, na latitude 41º46´N e longitude 50º14`W.

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