
Os portos de, Nantes em França e Liverpool em Inglaterra; especializaram-se num tipo de tráfego sem o qual os produtores das Antilhas teriam ficado parados, (referimo-nos ao comércio dos escravos. Tráfego triangular por excelência (como já foi referenciado), os navios europeus eram carregados de escravos na costa ocidental africana, vendiam a sua carga nas Antilhas, onde embarcavam produtos locais, com os quais regressavam à sua pátria. Eram duas rotas para África; pelas ilhas de Cabo Verde chegava-se ao Gabão ou, então, em pleno Atlântico, alcançava-se os 27º de latitude e depois navegava-se ao longo da costa africana para nordeste.
Se os europeus, interessados como estavam no comércio negreiro, enchiam a costa ocidental africana, não estavam nem se mostravam, no entanto, interessados em criar vastas possessões territoriais. Uma excepção era representada pela colónia holandesa que, desde o final do século XVII, se estendia na zona do Cabo da Boa Esperança.
Quanto à Angola portuguesa, não se sabe até que ponto do interior é que os portugueses efectivamente chegaram. Penetrar pelo continente dentro para explorá-lo não estava muito em voga, (salvo raras expedições: recordemos a de James Bruce à Etiópia nos anos de 1769/1773, e a de Mungo Park na bacia do rio Níger no ano de 1795). A perspectiva de chegar a vias de facto com reinos belicosos e potentes desencorajava qualquer propósito de conquista e a consideração dos riscos de empreendimentos isolados em regiões misteriosas e plenas de perigos vários prevaleciam sobre a curiosidade científica e sobre o espírito de aventura. E porquê atolar-se em conflitos de êxitos imprevisíveis, quando um sistema de intervenção verificado limitado assegurava um comércio lucrativo?
Também no campo do comércio, ingleses e franceses conseguiram enfraquecer holandeses e portugueses, que no primeiro decénio do século ainda conservavam posições de grande respeito, os primeiros vendendo escravos a quem deles necessitasse, os segundos protegendo companhias privilegiadas privadas e, procurando evitar confrontos com os restantes europeus. Já em 1750 os ingleses estavam numa posição de oferecer concorrência, por praticarem preços mais competitivos.

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