quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Os negros trazidos para o Brasil pertenciam, principalmente, a dois grandes grupos étnicos: os sudaneses, originários da Nigéria, Daomé e Costa do Marfim; e os bantos, capturados no Congo, Angola e Moçambique. Estes foram desembarcados, na sua maioria, em Pernambuco, Minas Gerais e no Rio de Janeiro, (os Sudaneses ficaram na Bahia). Calcula-se que entre 1550 e 1855 entraram nos portos brasileiros cerca de quatro milhões de africanos, na sua maioria jovens de sexo masculino.
Colónias Britânicas e E.U.A. 500.000
Europa 200.000
Caraíbas e Índias Ocidentais 4.128.000
Império Espanhol 2.500.000
Brasil 4.000.000
Total 11.328.000
Os navios negreiros que transportavam africanos até o Brasil eram chamados de «tumbeiros», porque grande parte dos negros, amontoados nos porões, morria durante a viagem.
Os escravos africanos eram, de forma geral, bastante explorados e maltratados e, em média, não aguentavam trabalhar mais do que dez anos. Como reacção, eram constantes os actos de resistência, desde fugas, tentativas de assassinatos e até suicídios. Esses actos eram punidos com torturas diversas: amarrados no tronco permaneciam dias sem direito a comida e água, levando inumeráveis chicotadas, eram presos a ferros pelos pés e pelas mãos e os ferimentos eram salgados provocando dores atrozes. Quando tentavam fugir eram considerados indignos da graça de Deus, pois, segundo o padre António Vieira, «ser rebelde e cativo é estar em pecado contínuo e actual».

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