quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


No Brasil a reacção ao Bill Aberdeen foi geral e particularmente violenta. Esse estado de espírito favorecia o comércio negreiro. Ao mesmo tempo, as violências inglesas contra o tráfico recrudesceram, criava-se um verdadeiro círculo vicioso que era premente interromper. De um lado a reacção aos excessos da campanha levada a cabo pela Inglaterra propiciava aos traficantes intensificar a sua actividade a qual, por sua vez, dava lugar a uma repressão cada vez mais violenta. O tráfico aumentava, na verdade, em proporção muito superior ao que seria possível esperar. Assim, em 1845, ano da sanção do célebre Bill, o Brasil importava 19.453 escravos; em 1846, 50.324; em 1847, 56.172; em 1848, 60.00; em 1849, 54.000; em 1850, (ano da Lei Eusébio de Queiroz) 23.00; em 1851, 3.287; e em 1852, 700.

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