
Alguns milhares de kms. Separam a América do Sul da África. A viagem entre os continentes africano e americano levava apenas algumas semanas,, no entanto, nela aconteceram alguns dos piores momentos vividos pela humanidade ao longo de toda a sua existência.
O princípio dessa triste história ocorrida ainda em portos africanos, quando os negros eram comercializados como qualquer outra mercadoria disponível nos grandes centros de comércio das maiores cidades locais. Haviam sido aprisionados em guerras tribais ou caçados por grupos de brancos especializados na obtenção de mão-de-obra escrava para regiões coloniais da América. Tinham um valor consideravelmente alto no mercado da época, pois eram considerados mais aptos e disciplinados para o trabalho no campo e nas minas.
Eram propositadamente separados das suas famílias e dos membros das suas tribos. Procurava-se com isso, evitar a possibilidade de rebeliões em alto mar. Os prisioneiros muitas vezes não conseguiam comunicar, pois falavam dialectos diferentes. Além disso a separação causava-lhes imensa dor e provocava danos consideráveis na estrutura psicológica dos prisioneiros.
Por exemplo, quando um menino completava 12 anos, a sua mãe começava a viver numa permanente ansiedade, sujeita a que em qualquer momento os traficantes aparecessem em plena noite e lho arrebatassem para sempre. Não havia onde escondê-lo, nem parentes para onde enviá-lo.

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