O tráfico negreiro era o transporte forçado de negros com escravos para as Américas e para outras colónias de países europeus, durante o período colonialista.
A escravatura foi praticada por muitos povos, em diferentes regiões, desde as épocas mais antigas.
Na idade moderna, sobretudo a partir da descoberta da América, houve um florescimento da escravidão. Desenvolvendo-se então, um cruel e lucrativo comércio de homens, mulheres e crianças entre a África e as Américas. A escravidão passou a ser justificada por razões morais e religiosas e baseada na crença da suposta superioridade racial e cultural dos europeus.
Por exemplo, os portugueses, já usavam o negro como escravo antes da colonização do Brasil, nas ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. O tráfico para o Brasil, embora ilegal a partir de 1830, somente cessou em torno de 1850, após a aprovação de uma lei da autoria de Eusébio de Queirós, depois de intensa pressão do governo britânico, interessado no desenvolvimento do trabalho livre para a ampliação do mercado consumidor.
Tinha sido a 25 de Março de 1807, que o Parlamento de Londres, aprovou a legislação a interditar o comércio de seres humanos, a “Abolition of the Slave Trade”, e os portugueses que se dedicavam ao negócio de transporte de escravos africanos para o Brasil tiveram de improvisar. A lei previa uma multa de 100 libras por cada escravo encontrado a bordo, para evitar tais contrariedades, os navios negreiros com bandeira lusitana, passaram a ter um ou vários fundos falsos. A carga mais valiosa, os escravos, era escondida, e a que ficava à vista “era para inglês ver”.
Iniciado na primeira metade do séc.XVI, o tráfico de escravos negros de África para o Brasil teve grande crescimento com a expansão da produção de açúcar, a partir de 1560 e com a descoberta de ouro, no séc.XVIII. A viagem para o Brasil era dramática, cerca de 40% dos negros embarcados morriam durante a viagem nos porões dos navios negreiros, que os transportavam. Mas no final da viagem sempre havia lucro. Os principais portos de desembarque no Brasil eram a Baía, Rio de Janeiro e Pernambuco, de onde seguiam para outras cidades.
Segundo o historiador David Richardson, entre 1698 e 1807, mais de três milhões de escravos foram transportados em navios do Reino Unido. Ao longo de quatro séculos, mais de 27 milhões de africanos foram vendidos como mercadoria, mas a maioria nunca chegou ao destino.
O uso de mão de obra africana no Caribe e no sul das colónias inglesas da América do Norte formou uma grande rede empresarial que comprava escravos já apresados no litoral de Angola e Guiné, trazendo-os para a América. O tráfico de escravos causou verdadeira sangria em África, alimentou guerras internas, abalou organizações tradicionais, destruiu reinos, tribos e clãs e matou criminosamente milhares de negros.
Durante meio século, a Jamaica foi base de operações dos mais cruéis piratas, passando depois a ser um dos grandes centros de tráfico de negros.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
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