
Embarcados como carga animal nos porões dos navios, atravessavam a viagem de algumas semanas acorrentados e apertados, sem possibilidade de se movimentarem para ao menos “esticar a musculatura”. O espaço era tão restrito que muitas vezes tinham que escolher entre ficarem sentados ou em pé. As correntes marcavam os braços e as pernas, causando-lhes ferimentos pela quantidade de dias que ficavam aprisionados.
Essas feridas em carne viva nos corpos dos escravos e que por vezes cheiravam a carne putrefacta, eram esfregadas com uma mistura de vinagre com pólvora, e que lhes causava bastante dor. De referir, que a disenteria era curada com uma espécie de sopa salgada.
No local onde ficavam não havia a mínima preocupação com a higiene, as fezes e a urina dos cativos era feita no mesmo local onde estavam acorrentados, isso causava um enorme fedor, além de aumentar as possibilidades de enfermidades pelo contacto com os excrementos, ratos ou baratas.
Os alimentos eram arremessados uma ou duas vezes por dia para que os negros se pudessem alimentar. Não havia preocupação quanto a quem ía comer, se alguém deixava de comer, se a partilha dos alimentos era feita de forma justa e se abastecia todos os cativos.

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