quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Foi uma explosão que o insucesso nos conflitos com a França de 1778/1783 não conseguiu bloquear, em 1790 Liverpool tinha 141 navios negreiros contra os 53 de 1751 (Bristol, que tinha dominado nos primeiros 50 anos, apenas tinha 28). Em França, o destino de Nantes conheceu fases alternadas, esplendor na primeira metade do século e ofuscação de 1763/1783, com uma retoma em 1783. Nos anos de 1783/1790 a frota negreira de Nantes era de 94 navios (de 104, se também considerarmos o comércio com Moçambique).
Os valores relativos aos escravos que, em três séculos e meio de comércio negreiro foram introduzidos nas Américas (esses representavam a principal fonte de comércio com África, enquanto que a borracha e o ouro vinham bastante mais atrás) foram, frequentemente, aumentados com outras providências. Estimativas mais precisas mostraram que, os 15 a 20 milhões, dos quais ainda se fala, foram fantasiados, e propuseram um total de menos de 10 milhões. De particular interesse é o facto de a percentagem maior caber ao século XVIII, 63%; ou seja, para além de 6 milhões entre 1701 e 1810. São datas que têm a ver com os negros que desembarcaram na América. Menos numeroso, no entanto, foi o número dos que deixou a África, pois é necessário ter-se em conta a mortalidade verificada durante a travessia marítima. O tráfico direccionava-se para as Antilhas (53%), onde a produção açucareira se encontrava em plena expansão, para o Brasil (31%), e para a América espanhola (10%). Ainda era baixa a percentagem esperada nas colónias da América do Norte, as quais desenvolviam o comércio negreiro por conta próprio, enviando, mesmo, escravos para as colónias francesas e para as outras colónias inglesas.

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