quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


A obra do negreiro em África foi verdadeiramente vandálica, destruidora, sanguinária! A eloquência do número de raças exportadas de todos os recantos africanos è atestada da gula dos comerciantes negreiros pelo rendoso negócio do tráfico. Todas as nações “civilizadas” tinham ali na costa de África a sua feitoria e nos mares em cruzeiros simultâneos, navios de todos os efeitos empregados no tráfego imoral, aberrante, desumano e sanguinário, que despovoou pouco a pouco o continente negro cobrindo-se de sangue com actos levados a cabo a ferro e a fogo, a laço e a tiro. Entre os anos de 1806 e 1807, Inglaterra acabou com o tráfico negreiro em todo o seu Império e mais tarde, em 1833, proibiu o próprio trabalho escravo. A partir de 1808, a luta pela extinção do tráfico tornou-se uma marca da sua política externa.
Em 1810, nos primeiros tratados comerciais assinados com a Inglaterra, D. João já se comprometera a abolir o tráfico de escravos africanos.
A pressão inglesa prosseguiria a quando da realização do Congresso de Viena em 1815. Congressistas ingleses, liderados pelo Primeiro-ministro Castlereagh, conseguiram estabelecer que o tráfico seria interrompido ao norte da linha do Equador, desta forma, os comerciantes portugueses perdiam áreas importantes fornecedoras de mão-de-obra escrava, como por exemplo a Costa do Marfim. Após consolidada a emancipação política, o governo inglês aumentaria mais ainda o nível de exigências.

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