
Em 1817, o Governo britânico pagou à Espanha 400.000 libras para efectuar um tratado entre os dois países no sentido de acabar com o tráfego de escravos, (tratado que deveria entrar em vigor em 1820). Fernando VII tinha mantido o tratado com alguma honra, mas depois da sua morte, a rainha Cristina, com quem ele se tinha casado em Nápoles, tornou-se regente; fez declarações solenes de fé no tratado, enviou instruções pormenorizadas para o Governador-Geral de Cuba para ajudar a combater o tráfico. Ao mesmo tempo, enviou particularmente um emissário para aumentar os seus proventos no tráfico de escravos.
Proclamada a independência do Brasil, passou a Grã-Bretanha a pressionar o Governo Imperial, tendo-se inclusive pensado um momento, que o reconhecimento poderia ser trocado pela abolição do tráfico. Mais tarde, em 1826, foi assinado (com o fim de pôr termo ao comércio da escravatura na Costa de África), a Convenção de 23 de Novembro, a qual além de revalidar os compromissos anteriormente assumidas pela metrópole, estituiu a supressão definitiva do tráfico, três anos depois da troca de rectificações; a libertação dos negros importados ilegalmente e o término, em 1845, do “direito de visita”.

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