
No inicio da idade moderna a história de África aumentou o impacto de diversas pressões no exterior. Antes de mais, a presença árabe foi determinada pelo Império
Otomano, cuja expansão modificou as características políticas e económicas do Norte de África, com a assimilação do Egipto e do litoral líbio à Turquia, e a formação dos estados bárbaros vassalos na Algéria e na Tunísia.
Quase ao mesmo tempo começava a descoberta de África por parte dos europeus. Descendo ao longo das costas da África ocidental em busca da rota para as índias, os
portugueses percorreram o litoral e alguns territórios do interior. Depois de terem identificado os recursos africanos dignos de serem aproveitados (ouro, marfim, sal, pimenta, cocos e escravos) eles abriram escalas comerciais na costa atlântica, que utilizaram para intercalar os postos comerciais interafricanos já bem mais prósperos, que faziam pressão sobre os estados sudaneses da costa da Guiné. Os portugueses firmaram relações comerciais com as formações estatais locais, acabando por serem atraídos por verdadeiras conquistas coloniais.
A segunda directriz da expansão lusitana dirigiu-se para o sudeste africano, na zona onde reinavam a colónia de Moçambique. A partir do final do século XVI, o comércio de escravos transformou-se no motivo principal para o comércio com África, uma actividade comercial já praticada pelos mercadores muçulmanos na zona setentrional e oriental, mas que os europeus desenvolveram enorme, destrutiva e violentamente.

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