quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Socorro a Náufragos


A construção de embarcações especialmente concebidas para socorros a naufrágios só começou a ser feita em finais do século XVIII em face do número alarmante de navios perdidos na aterragem às costas da Europa, nomeadamente vindos do Atlântico para a Irlanda ou Inglaterra e também no Mar do Norte para os países nórdicos.
As primeiras embarcações a ser construídas para salva-vidas eram normalmente baleeiras, de formas finas e de proa e popa erguidas relativamente ao meio da embarcação o que lhes permitia resistir mais facilmente à ondulação quer viesse da proa quer viesse da popa. Eram movidas por remos, dez ou mais remos, que tinham a vantagem de dar mais estabilidade à embarcação que era, na prática, quase impossível de se virar com o estado do mar.
Coincide essa altura com o aparecimento de Sociedades Humanitárias que dedicam a sua actividade ao salvamento de náufragos.
Com o correr dos tempos e o aparecimento da construção naval de ferro e até em alumínio foram surgindo outros tipos de embarcações que eram movidas a motor Diesel e que tinham sistemas auto-adriçantes para endireitarem as embarcações quando estas “faziam da quilha portaló”.
Estes sistemas não funcionavam só para pôr a embarcação direita, nomeadamente tinham um dispositivo que fazia parar o motor quando a embarcação se virava e arrancavam-no automaticamente quando a embarcação ficava direita.
Tudo isto se devia à técnica mas os verdadeiros heróis eram os patrões e membros das guarnições dos salva-vidas que saiam para o mar quando as restantes embarcações que lá andavam, na pesca ou noutros afazeres, se faziam aos portos para fugir às tempestades.